Estamos hoje na rua


O colectivo MULHERES TRANSGREDINDO inicĂa a sĂșa andaina pola
necessidade de mudar as cousas.
Cada ano morrem mais mulheres vĂtimas da violĂȘncia de gĂ©nero.
Que estå a ocorrer? Sabemos que a morte é a manifestaçom måxima
da violĂȘncia, pero,onde começa? Cual Ă© a linha que separa a
atitude machista do maltrato?
As MULHERES TRANSGREDINDO imos tomar as ruas de Compostela para
denunciar, para berrar e para loitar contra as mil caras da violĂȘncia
contra as mulheres.
ESTAMOS HOJE NA RĂA:
* Porque estes governos dos "senhores" da guerra nom nos representan.
* Porque seguimos cobrando menos polo mesmo traballo.
* Porque seguimos sendo o piar da famĂlia, dunha familia que nos
oprime traballando dentro e fóra da casa sen descanso nem vacaçoms.
* Porque as mulheres com filhas e filhos nom temos saidas laborais nem
protecçom social.
* Porque as mulheres que queremos abortar nom podemos facelo
livremente e na seguridade social.
* Porque as mulheres lesbianas sofremos umha penalizaçom polĂtica e
social que nos restringe dereitos e liberdades fundamentĂĄis.
* Porque a educaçom machista que se leva impartindo e sofrendo dende
tempos inmemoriais segue a ser o Ășnico modelo educativo, potenciado
polo poder nas escolas e nos médios de comunicaçom.
* Porque todas as relixiĂłns fundamentalistas e patriarcĂĄis (jĂĄ sejam
islĂĄmicas, judeas, cristiĂĄns..) subordinan ĂĄs mulheres ao home e
defendem como parte central do seu credo a repressom da sexualidade
das mulheres.
Porque queremos mudar o mundo e porque o mundo precisa mudar, porque
temos poder e força para fazelo e nom puidemos sendo boas...aquĂ
estamos as mulheres malas TRANSGREDINDO!
Se ti tamĂ©n es mala, anĂmate e participa.
setembro, 2004
chúzame -